Casa d'Aldeia é a casa original, a mais antiga habitação de minha cidade natal Cachoeira do Sul. Habitação, que, igual a cidade, apesar de tantos golpes de vento e borrascas sazonais teima em manter ao menos duas paredes de pé. Casa d'Aldeia é a minha casa. Seja bem vindo a ela!
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29 de ago de 2009

NÃO À MERDA SONORA

Enquanto trabalho na locadora vizinha à casa de minha mãe em Cachoeira ouço música. A música que escolho, claro, é brasileira ou afro-americana. De modo geral sempre opto por esses estilos... Numa comparação simplista, rasa mesmo, sobre quaisquer outros gêneros musicais em voga nesse feudo Brasil, de longe a mpb é superior a tudo mais. Supera em criatividade rítmica & melódica, nos arranjos e harmonizações - em que pese a tal modernidade "drum and bass" que enche o saco de todo mundo, quaisquer musiquetas ruins. E classifico de ruim esses pagodes com aqueles grupelhos cantando refrões espichados, enorrrrmmmmeeeesss. Sambas abastardados, clonados setecentas vezes de standards rítmicos explorados à exaustão. A poética recorrente a um amor banal, insosso, infantil ou só conotativamente sexual de forma chula. E isso aplica-se as demais canções, sejam "sertanojas" que não votam mínima qualidade ao cancioneiro caipira de verdade, quase desaparecido. Bem como o supremo horror do "axé music". Lixo made in Bahia... Escutando cá minha nêga linda Elza Soares cantando demais, fico pensando: Será que as pessoas de um modo geral se desinformaram a ponto de aceitar o lixo como luxo, e, não têm mais paladar nem ouvido aguçado para o que é bom?

22 de ago de 2009

SUPER MÁRIO BROS

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A crise, situação permanente verificada quanto a classe política brasileira, ganha ares de infecção. Epidemia de longe mais perigosa e contagiosa do que qualquer gripe suína ou influenza jamais registrada neste país. Revivemos os tempos do cólera. Dejetos sólidos despejados em fontes d'água contaminando os seres vivos. Diarréia ininterrupta. O esgoto finalmente tomando para si o status de prima via, a céu aberto. Tubulações tronco partindo de Brasília, mas encontrando ramificações correspondentes em cada recanto deste Brasil sil sil sil sil, agora com muio mais eco, pelos ecanamentos vivinais - estaduais e municipais. Sujeira de toda ordem vazando sore nossas cabeças. Caganeira generalizada. A banda podre da politicalha "nacionar" cagando literalmente sobre nós, e não há guarda chuvas nem capacete que salvaguarde nossas pobres cabeças. Nossa última esperança seria a convocação da heróica dupla de encanadores: MÁRIO BROS & CIA. Só eles pra regularizarem os encanamentos clandestinos vazando bosta diuturnamente sobre os milhões de brasileiros contentinhos que assitem a tudo pela globo. Com um mal disfarçado risinho masoquista na cara. PLIM! PLIM!

3 de ago de 2009

LIMITES

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Não posso ser classificado como "seriômano", neologismo horrível que inventei agorinha pra definir aquele ou aquela afixionado por seriados televisivos. Todavia algumas produções vão de encontro a meu agrado. Por exemplo esse novo programa global comandado pelo atrapalhado Zeca Camargo, No Limite, é uma chance de ver e ouvir como pessoas da mais variada procedência social se comportam e principalmente reagem sob pressão. O que me causou certo espanto domingo passado foi ver a comoção generalizada que tomou conta do grupo azul pelo simples fato de serem obrigados a matar uma galinha pra comer. Nunca havia visto marmanjo chorando por isso, e me surpreendi. Entendo que as pessoas ali não estão acostumadas aos ambientes naturais. São indivíduos urbanos, e justamente isso torna os desafios (provas) muito mais interessantes. Contudo eu esperava - na qualidade de detentor do controle remoto & consumidor do produto, maior serenidade dos participantes ao se depararem com as condições reais de sobrevivência. Entendo que as pressões de toda ordem, a estranheza do ambiente rude sem conforto, a falta das facilidades e, a incipiente coesão de um grupo que se estará unido apenas no intuito de ultrapassar etapas na medida do desenrolar da competição exerce um efeito psicológico devastador em quem não foi condicionado para isso. Mas, ainda me surpreende as pessoas entrarem num jogo desse naipe e não terem uma noção mais realista do que seja conseguir comida num lugar ao desabrigo. Próximo está o mar, fonte de proteína: peixes, crustáceos. Há pequenos córregos de água limpa que fornecem peixes além de água potável. Observei uma variedade grande de cactos e plantas de pequeno porte. Existem coqueirais, embora seja prudente tomar cuidado com a água de côco, pois ela hidrata mas também tem efeito laxativo. Existem reptilianos: iguanas. E ofídios, cobras. Ambos perfeitamente comestíveis... Mas, parece mesmo que a pauta diária dos grupos será reclamar de fome e cansaço ao longo do programa ao invés de procurar comida.