Casa d'Aldeia é a casa original, a mais antiga habitação de minha cidade natal Cachoeira do Sul. Habitação, que, igual a cidade, apesar de tantos golpes de vento e borrascas sazonais teima em manter ao menos duas paredes de pé. Casa d'Aldeia é a minha casa. Seja bem vindo a ela!
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4 de ago de 2012

A RELATIVIDADE CIRCUNLOQUIAL

É deveras difícil baixar de modo gratuito um bom dicionário da internet. Todavia, qualquer das redes P2P que oferecem downloads grátis e troca de arquivos entre usuários procuram e encontram rapidamente todo tipo de pornografia. E o download dessa sujeira inútil, dessa palhaçada é facílimo. É muito difícil encontrar online livros grátis que se prestem à pesquisa. Mesmo aqueles que por data de publicação deveriam estar enquadrados na categoria de domínio público. Contudo, é muito fácil receber arquivos de áudio e vídeo contendo toda sorte de pirataria e ilegalidade.

10 de mai de 2012

MORPHEU

                     

 Design: Diego Silva


Eis que surge, geração espontânea, ou quase, meu livro (em fase de revisão). Breve estará disponível para  download por um preço muito camarada. Morpheu não se trata de um, ou mais um, livro de ficção. Aventuresco, com muita ação bem ao sabor holywoodiano. Tive nesse livro a pretensão de traçar uma analogia sobre o futuro e o que a evolução tecnológica representa em termos de avanço psicológico e social para a sociedade humana. Que modificações radicais se processariam em uma sociedade onde os problemas fossem sanados e desaparecesse a necessidade da luta pela sobrevivência. Morpheu pretende divertir, entreter ao leitor, porém, sempre lançando algumas indagações.

7 de mai de 2012

SAFADEZA ESCATOLÓGICA




Não tem choro nem vela, a safadeza continua. As instituições nacionais de ensino: Institutos Culturais, bibliotecas, órgãos e organismos & Universidades brasileiras preservam muito bem seus acervos. Digitalizam sim somente as "capas" de livros e repassam ao google books e outros sites. Mas, não se tem acesso a nada. Nenhuma página. E olha que estou falando de livros escritos em 1908, 1920, 1930. Todos sem exceção e por força de lei incursos na categoria "domínio público". Acontece que os autores e os temas abordados são consideravelmente interessantes e de muita valia para a pesquisa nos campos da etnografia, musicologia, antropologia, folclore, história etc. E, por se tratarem de obras raras muito requisitadas á pesquisa, alguns sem vergonhas, ou muitos sem vergonhas (infelizmente em se tratando de Brasil acredito serem muitíssimos) em provável conchavo com sebos e distribuidores de livros raros anunciam livros e autores sem disponibilizarem seu conteúdo. Anunciam-nos para vender. Todavia, a esperteza desses pichelingues literários esbarra na sacrossanta prodigalidade e mecenato de verdadeiras instituições dedicadas ao saber. Que não fazem reserva de conhecimento nem o mercanciam como se fosse aniagem com que se enfarda a vida cotidiana. Para nossa sorte, basta um pouco de paciência que virão em nosso socorro a Harvard University, a Universidade de Coimbra, Oxford, Cambridge, a UCLA e tantas mais fontes liberais do conhecimento humano. Elas possuem os tais livros raros escritos por nossos compatriotas. Elas os digitalizam e nos enviam sem custo. Assim podemos troçar dos "malandros" que não fazem por essas bandas cumprir a lei.

(Este artigo é uma republicação. Decidi que de tempos em tempos irei postá-lo como lembrete à safadeza que acontece em todos os setores da vida pública no Brasil - principalmente na educação, que é a base de tudo.)

26 de abr de 2012



Enquanto isso...

Instaladores sonoros e plásticos vão reproduzindo dentro do teatro os sons de britadeiras. E dê-lhe instalação, e dê-lhe barulhada, é moderno, é um inferno, mas, porém, todavia, entretanto esse é o embuste que ganha dinheiro na exposição. Enquanto a língua portuguesa adere ao “nóis vai” à linguiça sem trema – que se foda o fonema, a Ana Maria Braga aprende a dançar Kuduro. Eia! Fernando Pessoa e seus heterônimos mataram-se de desilusão. Filhos da Pátria, filhos da mãe gentil, filhos da puta... Sois vós os filhos da puta quem empesteia e contamina a chaga aberta. A ferida infecta na carne podre, pobre, púbere, punga. Dou-lhes uma tunda e de nada vale. Porque a mão, o gesto de levar à boca o pão, a carne, a água. Saciar a sede bebendo na concha das mãos, nada disso detém a marcha, a busca pelo efeito inusitado. E o efeito inusitado quer chocar, causar, apavorar. Enquanto meu amigo diz não entender meu asco ao capitalismo. Enquanto ele declara placidamente que os ricos são fauna natural do mundo e minhas tripas se retorcem. Enquanto o sentido histórico e antropológico que iguala os homens em carne e transitoriedade passa longe de suas ideias. O trio macabro de Garanhuns guisa a carne de suas vítimas para fazer deliciosas empadinhas, e o vovô disléxico & dislálico com seu periquito neurótico do realejo no programa das manhãs do SBT sorteiam mensagens sem sentido para as crianças. O bizarro se instala entre as coxas portentosas de vedete da mocinha que anuncia a próxima atração. E La Fontana di Trevi jorra hormônios – eia! cio de toda vida. Enquanto a atriz eletrizada, apresentando milhares de tiques nervosos, apoplética iminente, passa por performática enquanto é entrevistada – e o efeito do speed, da cocaína não desaparece a plateia dá risada. E são risadas cronometradas. Eia claque feliz! Em termos de comédia o peido é o melhor chamariz! Vaudeville & outras “saltimbanquices” pelotiqueiras... Eia!  
Enquanto apóstolos e pastores anunciam, furibundos os milagres e as curas, e choram pedindo mais e mais dinheiro para suas obras. A presidente Dilma discursa n’algum lugar do nordeste prometendo dar um jeito na seca, tentando levar esperança ao povo e ao mesmo tempo dar aquela guaribada no índice de popularidade, aprovação & o escambau – siri na casca e o cacete. Enquanto o mundo gira sob nossos pés e nem sequer nos damos conta o facebook já abiscoitou seu primeiro bilhão de usuários. E eu sou um desses tantos – otários. Um dos tantos otários que não se davam conta de que os episódios do Ultraman que tanto adorava eram na realidade propaganda de carros japoneses. Seriados patrocinados pelas montadoras. Assim como era a supermáquina o Ultraman dava suas cacetadas – literalmente, mostrando os modelos econômicos populares da Honda, da Subaru e da Mitsubishi. Enquanto o papa ainda sonha reconquistar o antigo prestígio e poder eclesiástico dos tempos da idade média quando a igreja churrasqueava “hereges”. Enquanto os velhos camaradas nutrem um fio de esperança de que a tecnologia finalmente possa fazer o homem despertar para a verdade: as coisas só tem sentido quando trabalhamos em conjunto. Enquanto tudo acontece a nossa volta sem que possamos manter algum controle... Chega de longe o eco de uma canção, meu coração se enternece e, mais uma vez, eu, brasileiro, sujeito teimoso & sentimental não deixo de acreditar em um tempo quando a vida será melhor e a sociedade mais justa. Mas, enquanto isso a cretinice vai campear a solta nessa história nada nada feliz.

22 de abr de 2012

CIRANDA CIRANDINHA

Vamos todos cirandar. Ah vamos sim. Pois não é que a famosa ilha "próspera & feliz" país chamado Filhus das Putas entrou numa era de prosperidade econômica sem par. Já suplantou os vizinhos, as ilhotas que fazem parte do arquipélago Filho da Puta. Ufanan-se os cidadãos filha da putanos ou da putenses nunca sei o gentílico correto. Todavia os filhos da puta estão em êxtase, sobrará mais e mais dinheiro para desvios e maracutaias em geral. Aliás, por essa época os filha da putanos estarão experimentando novos métodos eleitorais. Sim caríssimos vizinhos & desocupados que leem este blog. Os filhos da puta vão votar. Sua ilha próspera será sacudida por um verdadeiro tsunami democrático. Democrático? Claro. Seja lá como for a democracia no país dos filhos da puta onde os poderosos jamais experimentam o peso da lei. Nem são aprisionados, não devolvem o dinheiro que roubam. A farra dos filhos da puta conta com o beneplácito da lei malograda, passível de remendos, afeita às chicanas e espertezas de um sem número de rábulas filhos da puta que a dobram e esticam como massa de pão. Segundo a necessidade do caso. Sim amigos e amigas, regozijemos, pois. Tanto nosso país, amada Pátria mãe gentil quanto a nação não menos briosa dos filhos da puta vai acorrer em massa aos respectivos pleitos. E tanto lá como cá a sorte mais uma vez está lançada. Que Deus nos ajude e aos filhos da puta!

30 de jan de 2012

NÃO TEM A MENOR GRAÇA

Prédios que desabam no centro da cidade que sediará a copa do mundo e as olimpíadas; parece piada, trocadilho infame... Não tem graça. Um sistema de saúde falido, remendado à guisa de portarias, medidas provisórias, decretos, CPMF; O SCAMBAU! Uma educação precária: analfabetos funcionais fruto de famílias decadentes, desconstituídas, gente achacada por 60 anos de descaso político, populismo e roubalheira. Não tem graça. Meios de comunicação elencando e promovendo do ruim ao pior. Lixo televisivo para as massas. Lavagem para os porcos (nós), que não temos grana pra assinar as não muito melhores bobagens da sky e cia. Um mercado cultural nojento, manipulado por uma cúpula de velhacos que deteem nas mãos o poder. Que controlam os botões e os cordões das marionetes. Tudo na base do Jabaculê: pra ser sucesso tem de pagar. E, o imediatismo da "merda" despejada nos olhos e ouvidos da população tem como primeiro efeito (imediato) o empobrecimento da cultura de base popular. Como efeito secundário, a dispersão das ideias de resistencia contra a opressão. Como efeito terciário, o completo desinteresse de buscar uma informação que não esteja ao acordo de um código pobre, desprovido de qualquer mínimo indício de valor estético mais sofisticado. Como se o feio, o malfeito, o meia boca tivesse se tornado em supra sumo. E a beleza se dispersasse entre a burrice generalizada. E essa camarilha diz: "È a linguagem que o povo entende!" Rebato: nos anos de 1960 o Brasil possuía muito mais analfabetos (funcionais e congênitos), e, ainda assim o povo aplaudia e apreciava Cartola, Noel Rosa, Chico Alves... Essa história de que o povo não sabe o que é bom é lorota, é piada e não tem graça. 
A aporrinhação de um BBB imbecilóide ao vivo pela teve, onde os "heróis" (de que não sei) fazem sacanagem e falam merda o tempo inteiro dentro de uma casa como se tal coisa significasse algo de valor. Além de contribuir para o voyerismo sem sentido e descartável, de mentes cujos pensamentos foram violados pela fábrica de besteiras televisivas. Milhões de trouxas votando a cada paredão e dando dinheiro pra emissora encher as burras, é uma piada sem graça. Não tem graça um país onde ricos e políticos, médicos e advogados, juízes e outros quetais corruptos são imunes às leis comuns e se favorecem de um corporativismo à toda prova. Sendo intocáveis pela lei. Mas, graças a qualquer deus de plantão por aí não são nem nunca serão imunes à bala. Senão não teria graça.