Casa d'Aldeia é a casa original, a mais antiga habitação de minha cidade natal Cachoeira do Sul. Habitação, que, igual a cidade, apesar de tantos golpes de vento e borrascas sazonais teima em manter ao menos duas paredes de pé. Casa d'Aldeia é a minha casa. Seja bem vindo a ela!
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1 de ago. de 2010

SAFADEZA ESCATOLÓGICA

Imagem: marcelomoutinho.com.br

Não tem choro nem vela, a safadeza continua. As instituições nacionais de ensino: Institutos Culturais, bibliotecas, órgãos e organismos & Universidades brasileiras preservam muito bem seus acervos. Digitalizam sim somente as "capas" de livros e repassam ao google books e outros sites. Mas, não se tem acesso a nada. Nenhuma página. E olha que estou falando de livros escritos em 1908, 1920, 1930. Todos sem exceção e por força de lei incursos na categoria "domínio público". Acontece que os autores e os temas abordados são consideravelmente interessantes e de muita valia para a pesquisa nos campos da etnografia, musicologia, antropologia, folclore, etc.  E por se tratarem de obras raras muito requisitadas á pesquisa alguns sem vergonhas, ou muitos sem vergonhas (infelizmente em se tratando de Brasil acredito serem muitíssimos) em provável conchavo com sebos e distribuidores de livros raros anunciam livros e autores sem disponibilizarem seu conteúdo. Anunciam-nos para vender. Todavia, a esperteza desses pichelingues literários esbarra na sacrossanta prodigalidade e mecenato de verdadeiras instituições dedicadas ao saber. Que não fazem reserva de conhecimento nem o mercanciam como se fosse aniagem com que se enfarda a vida cotidiana. Para nossa sorte, basta um pouco de paciência que virão em nosso socorro a Harvard University, a Universidade de Coimbra, Oxford, Cambridge, a UCLA e tantas mais fontes liberais do conhecimento humano. Elas possuem os tais livros raros escritos por nossos compatriotas. Elas os digitalizam e nos enviam sem custo. Assim podemos troçar dos "malandros" que não fazem por essas bandas cumprir a lei.

14 de jul. de 2010

COMUNISMO DE FANCARIA

Poucos editores de notícias no Brasil são fontes de informação confiável "não contaminada" por mensagens subjacentes. Poucos não adotam a malícia para endereçar aos olhos e ouvidos de seus espectadores um conteúdo (linha editorial) de modo a favorecer e fortalecer seus interesses e pontos de vista. Dia desses o jornal nacional da tv globo, sem maiores pudores, ao falar sobre a ilha de Cuba chamou o regime de Castro de Comunismo. "Ilha comunista" foi a expressão exata utilizada pelo apresentador (âncora) do telejornal.
Meus caros, não sou ingênuo. Não creio em enganos & milongas ou má preparação intelectual de redatores que escrevem "escopeta" quando desejam se referir a uma carabina de repetição calibre 12. Não sou tolo e passei da idade de acreditar no acaso midiático. Esse abuso da "neurolinguística" só tem uma finalidade: Afirmar que a ilha de Cuba ora dirigida por Raul Castro, irmão de Fidel é, e sempre foi uma República Comunista. O que se trata de uma enorme inverdade. Fidel Castro,o "revolucionário" amigo de Tchê Guevara quando tomou o poder na ilha de Cuba não fez outra coisa senão comutar o nome do ditador no comando por lá. Destituindo Fulgêncio Batista, Fidel Castro se constituiu no novo ditador do país, assim permanecendo de fevereirode 1959 até fevereiro de 2008 quando passou o comando a Raul Castro seu irmão.
Cuba nunca experimentou um regime Comunista. Sempre esteve sob ditadores ora de direita, como Fulgêncio Batista, um títere dos Estados Unidos, ou sob o domínio dos irmãos Castro, ditadores que levaram a ilha de Cuba a mendicância sócio-política e econômica no cenário mundial.