Casa d'Aldeia é a casa original, a mais antiga habitação de minha cidade natal Cachoeira do Sul. Habitação, que, igual a cidade, apesar de tantos golpes de vento e borrascas sazonais teima em manter ao menos duas paredes de pé. Casa d'Aldeia é a minha casa. Seja bem vindo a ela!
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9 de mai de 2013


NOVIDADES FILHADAPUTENSES

O país dos Filhos da Puta se trata de uma República Federativa. À semelhança da nossa Pátria Mãe, foi esse país filhadaputense, a cousa de uma centena de anos passados, uma monarquia. Porém, alguns senhores barbudos e de costeletas que dominavam a farra na arena da futrica política Filha da Puta se reuniram. Entre “coronéis & patrões” decidiram que era hora de dar um basta à monarquia filhadaputense. Pois, o rei tinha as maiores costeletas de todos os filhos da puta e tal característica causava inveja geral.
No país dos Filhos da Puta agradar, contentar, amamentar aliados políticos e barnabés é mister fundamental do governo. Não devota o poder executivo maiores e melhores atenções às necessidades mundanas do zé povinho. Da plebe rude sempre pedinchando isso e aquilo. Pobreza maçante, desagradável aos olhos aristocratas: filhos a tiracolo nas filas intermináveis de postos de saúde mal aparelhados e aos pedaços. Chinelinhos de tira sob o rigor úmido das intempéries, e desesperança. Grita geral por isso e aquilo. Mãozinhas pardavascas estendidas à forra. Badernas perturbando ao metro quadrado mais chique da capital cultural filhadaputense, em cujas faldas se amontoam casebres tal e qual cabras nas escarpas dos montes.
Mas, com uma provisão de ajustes miraculosos o governo filhodaputense – centralizador & ortodoxo, vai aos meios de comunicação alardear sucessos e avanços na área social. Sim, avanços. Avanços de grileiros filhos da puta sobre terras dos poucos indígenas e afro descendentes livres viventes naquela nação. Avanço da criminalidade: escândalos envolvendo políticos filhosdaputenses. Escândalos cujas dimensões impedem ao executivo utilizar-se da prática comum: o tapete. O velho e surrado tapete para debaixo de que se varrem as enxovias e maracutaias de pequena e média monta. Não, soube-se impossível dessa vez, os bandalhos exageraram no saque deixando as vergonhas à vista dos cidadãos filhadaputenses. O butim fez-se demasiado volumoso emprenhando o tapete, que inflou como pança de Momo. Embora a esse não se impute fama de ladrão.
Esses filhos da puta são, todavia, industriosos. Tramita em seu parlamento uma lei para amarrar de tal forma o judiciário a ponto de lhe tolher o ofício. Privado do direito à livre investigação ver-se-ão os guardiões da lei filhadaputenses inertes frente à criminalidade. Ficarão à mercê da burocracia filhadaputense que assim, ensejará ao delito e ao crime. Facilitando sobremaneira a segunda maior vocação do país Filho da Puta: o carteiraço. O carteiraço desembaraça qualquer situação. Munido de um pistolão, um padrinho em muito similar ao Dom Corleone cinematográfico, o arguto pichelingue invoca a autoridade do padrinho bucaneiro para auferir cargos, mandos e fundos. Ou para escusar-se de prestar contas dos desvios que faz. O carteiraço graça na República Federativa dos Filhos da Puta desde priscas eras quando se amarrava cachorros com “vales refeição”. Tamanha é a vigarice estamental Filha da Puta a ponto de, da noite para o dia se criar cargos de fancaria no intuito simples de apaziguar descontentes e granjear aliados. Para nada servem tais autarquias. Tão somente criar rombos no “acrobático” e minguado orçamento Filho da Puta. Que é uma carcaça repartida desigualmente entre um milhar de chacais.